Consumo inconsciente

por Frei Betto

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do  Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.  Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois modelos produz felicidade?’

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’.
‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã…’ ‘Que tanta coisa?’, perguntei. ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super  mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente  infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’ Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!

Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…

A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se  apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,  usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!’ O problema é  que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba  precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental  três requisitos são indispensáveis: amizades,  autoestima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de  missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do Mc Donald…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático.’ Diante de seus olhares espantados, explico: ‘Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:…

“Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz!”

Os mestres e o discernimento espiritual

- Por John Baines - 

Há uma barreira muito forte que costuma afastar os levianos do estudo hermético: a ausência do atrativo exótico, que constitui um anseio seguro para pessoas ingênuas, que buscam a imagem chamativa, em detrimento da verdade intelectualmente discernida. Deste modo, prestam toda a sua atenção aos supostos mestres que usam vestimentas insólitas e de cores chamativas, ou que usam turbantes e estranhas gemas. O sujeito de aparência comum passará seguramente inadvertido, ainda que seja um grande e genuíno mestre.

O problema reside em que pessoas que têm tido algum tipo de contato com o esotérico, difundem a crença de que os mestres são seres etéreos, que vivem isolados da matéria e que não necessitam talvez comer, defecar e nem respirar. Pensam que a espiritualidade deverá transparecer de tal maneira que o sujeito será sempre incrivelmente formoso, vidente, telepata, possuidor de um estado contínuo de desdobramento e que repudie as coisas materiais.

Para o vulgo, um mestre espiritual não pode ser de aparência comum. Deve ser muito ancião; fazer milagres; viver em um templo, gruta ou retiro. Deve vestir-se de maneira diferente; ter uma biografia cheia de eventos milagrosos e ter tido como mestre alguma autoridade superior a ele mesmo. Um homem estelar! Segundo este critério, deveria parecer um extraterrestre; usar gemas provenientes de outro planeta e vestir roupas de estilo galáctico. Nada disto por certo corresponde ao real, já que um autêntico mestre não se diferencia em nada do homem comum, e assim deve ser precisamente.

Muitos bobos perguntam de onde vem a autoridade de determinado mestre, acreditando, talvez, que se alcance esta condição por delegação de funções de uma espécie de “sindicato de mestres”. Nisto influi consideravelmente o costume dos títulos profissionais, dignidades outorgadas pela sociedade aos que têm êxito em determinadas matérias. Provavelmente, se considera que se chega a ser mestre da mesma forma, isto é, sendo nomeado por um comitê de autoridades superiores. É preciso assinalar que a condição de mestre corresponde a um nível de desenvolvimento espiritual, e não a uma dignidade outorgada por outras pessoas, mesmo que para chegar a ser mestre seja preciso fazê-lo sob a direção de alguém que já possua esse dito estado de consciência.

Existe por acaso algum tipo de documento que possa certificar que “fulano de tal” possui um estado de consciência determinado? Tal suposição é absurda, já que o nível consciente se demonstra na prática, e não pelo aval de supostos colégios superiores de iniciados ou mestres. A maestria é um estado de consciência alcançado dentro do mecanismo das leis da natureza, não uma concessão graciosa de alguma divindade ou autoridades superiores.

O autêntico mestre é reconhecido invariavelmente pelos guardiões ocultos que existem no plano da energia/mente, e só estes, ao reconhecê-lo como tal, podem dar-lhe o passe para atuar em determinados contextos. Estes guardiões a que nos referimos são grandes mestres da antiguidade, que vivem sem o corpo físico, e que têm por missão manter a pureza do conhecimento hermético, evitando que seja contaminado pelas ambições pessoais de pseudosmestres. Estes seres se encarregam de anular os estudantes de hermetismo que chegaram a obter certos conhecimentos e pretendem fazer péssimo uso deles. Perguntemos a nós mesmos qual a diferença entre um menino e um adulto, e o óbvio da resposta nos permitirá, de maneira equivalente, separar o falso mestre do autêntico, já que só o desenvolvimento efetivo do ser estabelece a diferenciação.

Extraído do livro “El Desarollo Interno” – de autoria do ocultista e filósofo chileno Dario Salas (que se utiliza do pseudônimo John Baines em suas andanças pela América).

Respirando com o coração

Desejo, com este texto, chamar a atenção sobre a importância das práticas de respiração consciente. Falarei do valor da ‘respiração da espiral do coração’, que alguns já conhecem.

O mundo em que vemos é um reflexo do que carregamos dentro de nós. Os problemas se apresentam como tal, porque passa pelo filtro da programação mental, do que é certo e errado, do bom e ruim, do agradável e desagradável – todas essas tenências alimentadas pelas crenças ancestrais.

A respiração consciente nos traz para o presente, para o aqui e agora. Ela reduz significativamente os estados de depressão, equilibra o estresse físico e psicológico, a pressão arterial, dentre inúmeros benefícios. A respiração com o coração, inclusive, colabora no processo de limpeza das memórias negativas.

Este exercício pode ser realizado sentado, com os pés plantados no chão e a coluna alongada. Pode, também, ser praticado na posição em pé. Lembre-se de inspirar (e reter) partindo do coração, conscientizando todos os pontos vitais (aos pares / bilateralmente) rumo aos pontos das extremidades (regiões do períneo e topo da cabeça) – onde se expira. Desde os pontos extremos inspira-se e, retendo o ar, retorna-se rumo ao coração – onde se expira. Ao retornar rumo ao coração, lembrar de trazer  a consciência para os mesmos pontos vitais  (aos pares / bilateralmente). Siga realizando esta sequencia mais 7 vezes (completando oito ciclos completos). Qualquer dúvida, contate-me via Skype: amir.el.aouar.

As práticas  respiratórias (escolha a que melhor se adapta ao seu estilo de vida) são formas muito simples e eficientes de adquirir mais energia. Esta energia extra percorre as diferentes partes do organismo, reequilibrando os padrões fisiológicos e psicológicos, resgatando o estado natural – do Ser Natural – infinita fonte de poder.

Estes exercícios podem ser úteis, igualmente, nos momentos de tensão, como por exemplo, no transito caótico ou durante uma discussão. O praticante pode, também, repetir internamente frases de poder (recitações, orações, salmos etc.) enquanto respira Com o tempo e persistência o praticante desvelará todo o seu potencial latente.

Reconheço, amo e agradeço a todos os Seres e Forças da Criação.

Amir El Aouar

ATH – agente de transformação humana

Processo Conexão Natural

Mente plastificada

O plástico é o melhor exemplo de material que impede o contato de um meio com outro. Também, serve muito bem para exemplificar o que ocorre com a mente humana quando exposta aos meios eletrônicos de comunicação.

Ao observar a atuação dos meios e tecnologias de captação e transmissão da informação percebemos que eles atuam de forma análoga ao plástico, ou seja, isolam o ser humano da realidade natural.

Os produtores de mídias eletrônicas sintetizam, simulam, transformam os sons e imagens originais, sobrecarregando os sentidos humanos com percepções ilusórias. Criam uma realidade virtual tão exuberante e hipnotizante que, até mesmo, tornam sem graça os sons e as cores originais da natureza. Com isso, é  comum observar o uso de aparelhos de som e imagem nos passeios, isolando os sentidos de tudo o que é natural.

Com o advento das mídias eletrônicas o ser humano tornou-se menos sinestésico (contatos sensoriais) e mais mental (vivências imaginárias). Os meios de comunicação (tevê, internet etc.) têm induzido experiências plastificadoras de toda espécie. Projetam sons e imagens, criando realidades virtuais, assépticas, mortas, que excluem a vida real.

As percepções humanas em estado de vigília são, para a grande maioria, projeções da mente fantasiosa, ou seja, não são reais. Com ao advento da realidade virtual percebemos um distanciamento ainda maior da realidade. Prova disso é o desenvolvimento das redes sociais que, para grande parte dos usuários, passou a ser o único meio de contato social, através trocas meramente virtuais. A realidade virtual é extremamente perigosa para o homem que torna a sua mente plastificada.

Os meios eletrônicas de comunicação seriam muito úteis se fossem empregados com sabedoria. É preciso reorientar o uso dessas poderosas e mídias, lembrando que são eficientes instrumentos comunicação social e de registro e arquivamento do conhecimento e não meios de seduzir e hipnotizar a humanidade. Rudolf Steiner (fundador da Antroposofia / 1861-1925) alertou para o risco de doenças que afetariam a mente, em virtude do uso desregrado de tais tecnologias. Para o bom observador fica fácil constatar que tais doenças já aparecem na forma de inúmeras síndromes psíquicas, muitas delas, ainda sem explicação científica.

Os sons, as formas e as cores da natureza viva não só curam o corpo como alimentam a alma. É importante saber que ao mergulhamos na plastificadora realidade virtual, perdemos contato com a vida e, com isso, adoecemos.  A humanidade, sem perceber, passou a ser uma extensão das máquinas que podem até imitar, mas nunca recriar as belezas da natureza.

Amir El Aouar

Dicas para uma vida natural

Sugestões para melhorar a Ecologia Humana…

  • Caminhe de 20 a 40 minutos todos os dias, alongue os músculos, movimente as articulações, respire suave e profundamente. Esboce um sorriso no rosto enquanto faz seus exercícios.
  • Tome o café da manhã como um rei, almoce como um príncipe e jante como um mendigo. À noite, até 20h, dê preferência às sopas ou frutas frescas. Assim, o estômago descansa e sono fica tranquilo.
  • Coma mais alimentos que crescem nas árvores e as plantas, e menos alimentos industrializados.
  • Dê preferência aos alimentos orgânicos. E evite aqueles que causam algum tipo de sofrimento humano, animal ou degradação da natureza.
  • Coma alimentos integrais, nozes, frutas silvestres.
  • Hidrate o seu organismo. Evite, ao máximo, refrigerantes e bebidas industrializadas. Tome chás orgânicos, sucos frescos e água natural.
  • Escute boa música todos os dias. A música é um autêntico alimento para a alma.
  • Viva com os 3 “Es”: Entusiasmo, Empatia e Equilíbrio.
  • Participe, cada vez mais, de brincadeiras sadias. Evite aquelas que depreciam o semelhante, principalmente as de cunho racista.
  • Sorria mais e mais todos os dias. Não requer muito esforço. Comece a sorrir e verá que é algo inato, da sua própria natureza essencial.
  • Observe a natureza sempre que puder e lembre-se que você faz parte deste maravilhoso planeta azul.
  • A gratidão possibilita o regozijo interno e suscita o desvelar das dádivas que lhe são reservadas.
  • Ninguém poderá lhe propiciar mais felicidade a não ser você mesmo. Comece aceitando que você merece ser feliz agora.
  • Lembre-se de brindar – sempre – por algo em especial. Escolha dentre as infinitas bênçãos que existem em sua vida. Faça isso, preferencialmente, na companhia das pessoas que você ama.
  • Elimine as desordens da sua casa, do seu carro e do seu ambiente de trabalho. Deixe que a energia flua em sua vida.
  • A vida é uma escola que lhe possibilita experiências. Os problemas sempre ocultam as oportunidades. São lições passageiras que não se repetirão se você tira delas o verdadeiro aprendizado.
  • Não julgue ou critique a si mesmo e ao próximo. Ninguém merece isso.
  • Empregue energia para mudar o que não está dando certo em sua vida. Faça isso com entusiasmo.
  • Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente.
  • Perceba que o presente é o futuro que tínhamos medo no passado. O segredo está em procurar viver com amor, sem temor, no eterno agora.
  • Aprenda algo novo a cada dia. Tenha novas impressões. Veja novas paisagens, ouça novas melodias, aprecie novos sabores. Mas lembre-se de ser espontâneo, evitando apegos ou compulsões.
  • Não dê tanta importância ao que você se sente agora. Lembre-se: tudo é passageiro. Por isso, levante-se, vista-se e participe!
  • Lembre que você já é muito abençoado para estar desanimado, estressado, angustiado ou deprimido. Gaste sua energia descobrindo novos caminhos, refletindo e fazendo as coisas de novas formas. Seja incansável até acertar. Lembre-se: você merecer o melhor. Apenas, cuide para não gerar fantasias sobre o que é a felicidade.
  • Ore e medite, na intimidade com o Criador, pelo menos 15 minutos (pela manhã e a noite). Faça isso recolhido no altar do seu coração.
  • Ao se levantar de manhã, fale “Excelsa Suprema inteligência Amorosa (se preferir diga Deus), Te agradeço por este novo e auspicioso dia”.
  • Cada noite, antes de deitar, agradeça ao Criador pelas dádivas da Vida.
  • Não importa se a situação é boa ou ruim, ela mudará. Tenha inabalável fé no bem que está por vir. Lembre-se: o melhor está sempre ao seu alcance, pois a verdadeira força sempre vem do seu interior.
  • Não se apegue. Descarte qualquer coisa que não for útil, bonita ou divertida.
  • Faça rir pelo menos 3 pessoas por dia.
  • Não gaste seu precioso tempo em fofocas, rancor, pensamentos negativos ou coisas que estão fora do seu controle. Melhor investir energia nas coisa boas e positivas que você pode construir agora.
  • A vida é muito curta para você desperdiçar o tempo odiando alguém.
  • Você não precisa ganhar cada discussão. Aceite a perda e aprenda com o outro.
  • Não compare sua vida com a dos outros. Cada pessoa tem o que conseguiu construir com o seu próprio esforço.
  • Lembre-se: você não é responsável pelas escolhas alheias – nem das boas, nem das ruins. Cuide das suas escolhas!
  • Somente dê conselhos a quem lhe pedir. Seja humilde e certifique-se, por experiência própria, da eficácia da resposta que irá ofertar.
  • As críticas injustificadas, que lhe dirigem, não merecem tanta atenção. Deixe de magoar-se com o que os outros pensam a seu respeito. Aproveite e mude se algo realmente estiver errado. E não se identifique dos comentários com finalidade maliciosa.
  • Cuide para que os afazeres diários não lhe distancie dos amigos. Mantenha relações fraternas com as pessoas do seu convívio familiar e social. Elas, com certeza, estarão ao seu lado sempre que precisar.
  • A inveja é perda de tempo. Tudo o que você precisa já existe de forma manifesta ou potencialmente (forma arquetípica, imanifesta), no eterno agora. O ser de tudo e em todos é a fonte de todo e qualquer suprimento (físico, psicológico, espiritual).
  • Ame sempre – com toda a pujança – ao ser de tudo e de todos. Não se identifique com as expressões negativas do ego alheio.  Vá além, de encontro a essência sábia e amorosa que habita o coração de todos os seres humanos. Assim, nunca haverá motivos para decepções.
  • Procure sempre seus parentes e amigos queridos. Diga: Oi, estou com saudades de vocês! Não deixe passar a oportunidade de abraçar a quem você ama.
  • Faça a vida valer a pena! Desfrute cada momento com harmonia e com a autêntica alegria que brota naturalmente em seu coração.
Texto enviado por Wilson Paron (autor desconhecido) e adequado por Amir El Aouar

O destemor da morte

“NÃO ESTOU MORRENDO…

ESTOU ME UNINDO À IMENSIDÃO…”

Frase do personagem Ibrahim (interpretado por Omar Sharif), no leito de morte, do filme ‘Uma Amizade sem Fronteiras’.

O poderoso eletromagnetismo do coração

 O coração é o primeiro órgão formado no útero. Recentemente, neurofisiologistas ficaram surpresos ao descobrirem que o coração é mais um órgão de inteligência, do que (meramente) a estação principal de bombeamento do corpo. Mais da metade do Coração é na verdade composto de neurônios da mesma natureza daqueles que compõem o sistema cerebral. Joseph Chilton Pearce – autor de A biologia da Transcendência, chama a isto de ”o maior aparato biológico e a sede da nossa maior inteligência.”

 

O coração também é a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético. Cada célula do coração é única e na qual não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula. Um EEG que mede as ondas cerebrais mostra que os sinais eletromagnéticos do coração são muito mais fortes do que as ondas cerebrais, de que uma leitura do espectro de frequência do coração podem ser tomadas a partir de três metros de distância do corpo … sem colocar eletrodos sobre ele!

A frequência eletromagnética do coração produz arcos para fora do coração e volta na forma de um campo saliente e arredondado, como anéis de energia. O eixo desse anel do coração se estende desde o assoalho pélvico para o topo do crânio, e todo o campo é holográfico, o que significa que as informações sobre ele podem ser lidas a partir de cada ponto deste campo.

O anel eletromagnético do coração não é a única fonte que emite este tipo de vibração. Cada átomo emite energia nesta mesma frequência. A Terra está também no centro de um anel, assim é o sistema solar e até mesmo nossa galáxia … e todos são holográficas. Os cientistas acreditam que há uma boa possibilidade de que haja apenas um anel universal abrangendo um número infinito e interagindo dentro do mesmo espectro. Como os campos eletromagnéticos são anéis holográficos, é mais do que provável que a soma total do nosso Universo esteja presente dentro do espectro de frequência de um único anel.

Isto significa que cada um de nós está ligado a todo o Universo e como tal, podemos acessar todas as informações dentro dele a qualquer momento. Quando ficamos quietos para acessar o que temos em nossos corações, nós estamos literalmente conectados à fonte ilimitada de Sabedoria do Universo, de uma forma que percebemos como “milagres” entrando em nossas vidas.

Quando desconectamos e nos desligamos da sabedoria inata de amor do coração, baseado nos pensamentos, o intelecto refletido no ego assume o controle e opera independentemente do Coração, e nós voltamos para uma mentalidade de sobrevivência baseada no medo, ganância, poder, controle. Desta forma, passamos a acreditar que estamos separados, a nossa percepção de vida muda para uma limitação e escassez, e temos que lutar para sobreviver. Este órgão incrível, que muitas vezes ignoramos, negligenciamos e construímos muros ao redor, é onde podemos encontrar a nossa força, nossa fé, nossa coragem e nossa compaixão, permitindo que a nossa maior inteligência emocional guie nossas vidas.

Devemos agora mudar as engrenagens para fora do estado baseado no medo mental que temos sido ensinados a acreditar, e nos movermos para viver centrados no coração. Para que esta transformação ocorra, é preciso aprender a meditar, “entrar em seu coração” e acessar a sabedoria interior do Universo. É a única maneira, é o caminho. A medida que cada um de nós começa esta revolução tranquila de viver do coração, vamos começar a ver os reflexos em nossas vidas e em nosso mundo. Esta é a forma como cada um de nós vai criar uma mudança no mundo, criar paz, criar harmonia e equilíbrio, e desta forma, vamos todos criar o paradigma do novo Mundo do céu na terra.

Rebecca Cereja

Joseph Chilton Pearce é o autor de vários outros livros, incluindo Crack In The Cosmic Egg, The Magical Child, e Evolution’s End. (O fim da Evolução). Por mais de trinta anos, ele tem realizado conferências e ministrado aulas internacionalmente sobre o desenvolvimento humano. Mais recentemente ele completou A Biologia do Transcendence, e co-autor de um livro e vídeo série sobre Nutrir com Michael Mendizza.

Redescobrindo o sentido da vida

Escrito por Olavo de Carvalho

Arte de Sami MattarFreud assegurava que, reduzido à privação extrema, o ser humano perderia sua casca de espiritualidade e poria à mostra sua verdadeira natureza, comportando-se como um bicho. Victor Emil Frankl, psiquiatra, judeu e austríaco como Freud, não acreditava nisso, mas não teve de inventar uma resposta ao colega: encontrou-a pronta no campo de concentração de Theresienstadt durante a II Guerra Mundial.

Ali, reduzidos a condições de miséria e pavor que no conforto do seu gabinete vienense o pai da psicanálise nem teria podido imaginar, homens e mulheres habitualmente medíocres elevavam-se à dimensão de santos e heróis, mostrando-se capazes de extremos de generosidade e auto-sacrifício sem a esperança de outra recompensa senão a convicção de fazer o que era certo. A privação despia-os da máscara de egoísmo biológico de que os revestira uma moda cultural leviana, e trazia à tona a verdadeira natureza do ser humano: a capacidade de autotranscendência, o poder inesgotável de ir além do círculo de seus interesses vitais em busca de um sentido, de uma justificação moral da existência.

Uma recente viagem a Filadélfia, onde a Universidade da Pennsylvania comemorava com um ciclo de conferências o centenário de nascimento do criador da Logoterapia, trouxe-me a lembrança animadora de que na história das idéias tudo se dá como na vida dos indivíduos: mesmo a extrema indigência espiritual consolidada por séculos de idéias deprimentes não impede que, de repente, a consciência do sentido da vida ressurja com uma força e um brilho que pareciam perdidos para sempre. A evolução do pensamento moderno, de Maquiavel ao desconstrucionismo, é marcada pela presença crescente do fenômeno que denomino “paralaxe cognitiva”: o hiato entre o eixo da experiência pessoal e o da construção teórica. Cada novo “maître à penser” esmera-se em criar teorias cada vez mais sofisticadas que sua própria vida de todos os dias desmente de maneira flagrante. A “análise existencial” de Frankl, a contrapelo do “existencialismo” de Heidegger e Sartre que é uma apoteose da paralaxe, recupera o dom de raciocinar desde a experiência direta, que ao longo da modernidade foi renegada pelos filósofos e só encontrou refúgio entre os poetas e romancistas.

O que Frankl descobriu em Thesienstadt foi que além do desejo de prazer e da vontade de poder existe no homem uma força motivadora ainda mais intensa, a “vontade de sentido”: a alma humana pode suportar tudo, exceto a falta de um significado para a vida. Ao contrário, dizia Frankl, “se você tem um porquê , então pode suportar todos os comos “. A privação de sentido origina um tipo de neurose que Freud e Adler não haviam identificado, e que é a forma de sofrimento psíquico mais disseminada no mundo de hoje: a neurose noogênica , isto é, de causa espiritual, marcada pelo sentimento de absurdo e vacuidade. A análise existencial é a redescoberta da lógica por trás do absurdo, a reconquista do estatuto espiritual humano que torna a vida digna de ser vivida. A logoterapia é a técnica psicoterápica que faz da análise existencial uma ferramenta prática para a cura das neuroses noogênicas.

Uma pesquisa da Biblioteca do Congresso mostrou que “Man’s Search for Meaning”, a mistura de autobiografia, análise filosófica e tratado psicoterápico em que Frankl expõe as conclusões da sua experiência no campo de concentração, é um dos dez livros que mais influenciaram o povo americano. Se, a despeito disso, a obra de Frankl ainda não alcançou o lugar merecido nas atenções do establishment acadêmico, é simplesmente porque este é o templo da paralaxe cognitiva.

* * *

Livros de Victor Frankl no Brasil:

Em Busca de Sentido (Vozes-Sinodal)
Psicoterapia Para Todos (Vozes)
A Questão do Sentido em Psicoterapia (Papirus)
Um Sentido para a Vida (Santuário)
Sede de Sentido (Quadrante)
Psicoterapia e Sentido da Vida (Quadrante)
A Presença Ignorada de Deus (Vozes-Sinodal)

Publicado na Primeira Leitura, novembro de 2005

Sorte ou azar?

Um conto oriental muito antigo fala de um camponês que habitava numa aldeia muito pobre do interior.

Era considerado bem de vida porque possuía um cavalo que usava para arar a terra e como meio de transporte. Um dia seu cavalo fugiu. Todos os vizinhos exclamaram que isso era terrível; o camponês disse simplesmente: “Talvez”.

Alguns dias depois, o cavalo voltou e com ele trouxe mais dois cavalos selvagens. Todos os vizinhos alegraram-se com sua boa sorte, mas o camponês disse simplesmente: “Talvez”.

No dia seguinte, o filho do camponês tentou montar um dos cavalos selvagens; este lançou por terra e o rapaz quebrou a perna. Os vizinhos todos condoeram com seu azar, mas novamente o camponês disse: “Talvez”.

Na semana seguinte, os oficiais da convocação militar vieram até a aldeia para recrutar jovens para o exército. Rejeitaram o filho do camponês porque estava com a perna quebrada.

Quando os vizinhos comentaram como tinha sorte, o camponês respondeu: ”Talvez”…

Fonte: www.appanamind.com.br

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