Respirando com o coração

Desejo, com este texto, chamar a atenção sobre a importância das práticas de respiração consciente. Falarei do valor da ‘respiração da espiral do coração’, que alguns já conhecem.

O mundo em que vemos é um reflexo do que carregamos dentro de nós. Os problemas se apresentam como tal, porque passa pelo filtro da programação mental, do que é certo e errado, do bom e ruim, do agradável e desagradável – todas essas tenências alimentadas pelas crenças ancestrais.

A respiração consciente nos traz para o presente, para o aqui e agora. Ela reduz significativamente os estados de depressão, equilibra o estresse físico e psicológico, a pressão arterial, dentre inúmeros benefícios. A respiração com o coração, inclusive, colabora no processo de limpeza das memórias negativas.

Este exercício pode ser realizado sentado, com os pés plantados no chão e a coluna alongada. Pode, também, ser praticado na posição em pé. Lembre-se de inspirar (e reter) partindo do coração, conscientizando todos os pontos vitais (aos pares / bilateralmente) rumo aos pontos das extremidades (regiões do períneo e topo da cabeça) – onde se expira. Desde os pontos extremos inspira-se e, retendo o ar, retorna-se rumo ao coração – onde se expira. Ao retornar rumo ao coração, lembrar de trazer  a consciência para os mesmos pontos vitais  (aos pares / bilateralmente). Siga realizando esta sequencia mais 7 vezes (completando oito ciclos completos). Qualquer dúvida, contate-me via Skype: amir.el.aouar.

As práticas  respiratórias (escolha a que melhor se adapta ao seu estilo de vida) são formas muito simples e eficientes de adquirir mais energia. Esta energia extra percorre as diferentes partes do organismo, reequilibrando os padrões fisiológicos e psicológicos, resgatando o estado natural – do Ser Natural – infinita fonte de poder.

Estes exercícios podem ser úteis, igualmente, nos momentos de tensão, como por exemplo, no transito caótico ou durante uma discussão. O praticante pode, também, repetir internamente frases de poder (recitações, orações, salmos etc.) enquanto respira Com o tempo e persistência o praticante desvelará todo o seu potencial latente.

Reconheço, amo e agradeço a todos os Seres e Forças da Criação.

Amir El Aouar

ATH – agente de transformação humana

Processo Conexão Natural

Dicas para uma vida natural

Sugestões para melhorar a Ecologia Humana…

  • Caminhe de 20 a 40 minutos todos os dias, alongue os músculos, movimente as articulações, respire suave e profundamente. Esboce um sorriso no rosto enquanto faz seus exercícios.
  • Tome o café da manhã como um rei, almoce como um príncipe e jante como um mendigo. À noite, até 20h, dê preferência às sopas ou frutas frescas. Assim, o estômago descansa e sono fica tranquilo.
  • Coma mais alimentos que crescem nas árvores e as plantas, e menos alimentos industrializados.
  • Dê preferência aos alimentos orgânicos. E evite aqueles que causam algum tipo de sofrimento humano, animal ou degradação da natureza.
  • Coma alimentos integrais, nozes, frutas silvestres.
  • Hidrate o seu organismo. Evite, ao máximo, refrigerantes e bebidas industrializadas. Tome chás orgânicos, sucos frescos e água natural.
  • Escute boa música todos os dias. A música é um autêntico alimento para a alma.
  • Viva com os 3 “Es”: Entusiasmo, Empatia e Equilíbrio.
  • Participe, cada vez mais, de brincadeiras sadias. Evite aquelas que depreciam o semelhante, principalmente as de cunho racista.
  • Sorria mais e mais todos os dias. Não requer muito esforço. Comece a sorrir e verá que é algo inato, da sua própria natureza essencial.
  • Observe a natureza sempre que puder e lembre-se que você faz parte deste maravilhoso planeta azul.
  • A gratidão possibilita o regozijo interno e suscita o desvelar das dádivas que lhe são reservadas.
  • Ninguém poderá lhe propiciar mais felicidade a não ser você mesmo. Comece aceitando que você merece ser feliz agora.
  • Lembre-se de brindar – sempre – por algo em especial. Escolha dentre as infinitas bênçãos que existem em sua vida. Faça isso, preferencialmente, na companhia das pessoas que você ama.
  • Elimine as desordens da sua casa, do seu carro e do seu ambiente de trabalho. Deixe que a energia flua em sua vida.
  • A vida é uma escola que lhe possibilita experiências. Os problemas sempre ocultam as oportunidades. São lições passageiras que não se repetirão se você tira delas o verdadeiro aprendizado.
  • Não julgue ou critique a si mesmo e ao próximo. Ninguém merece isso.
  • Empregue energia para mudar o que não está dando certo em sua vida. Faça isso com entusiasmo.
  • Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente.
  • Perceba que o presente é o futuro que tínhamos medo no passado. O segredo está em procurar viver com amor, sem temor, no eterno agora.
  • Aprenda algo novo a cada dia. Tenha novas impressões. Veja novas paisagens, ouça novas melodias, aprecie novos sabores. Mas lembre-se de ser espontâneo, evitando apegos ou compulsões.
  • Não dê tanta importância ao que você se sente agora. Lembre-se: tudo é passageiro. Por isso, levante-se, vista-se e participe!
  • Lembre que você já é muito abençoado para estar desanimado, estressado, angustiado ou deprimido. Gaste sua energia descobrindo novos caminhos, refletindo e fazendo as coisas de novas formas. Seja incansável até acertar. Lembre-se: você merecer o melhor. Apenas, cuide para não gerar fantasias sobre o que é a felicidade.
  • Ore e medite, na intimidade com o Criador, pelo menos 15 minutos (pela manhã e a noite). Faça isso recolhido no altar do seu coração.
  • Ao se levantar de manhã, fale “Excelsa Suprema inteligência Amorosa (se preferir diga Deus), Te agradeço por este novo e auspicioso dia”.
  • Cada noite, antes de deitar, agradeça ao Criador pelas dádivas da Vida.
  • Não importa se a situação é boa ou ruim, ela mudará. Tenha inabalável fé no bem que está por vir. Lembre-se: o melhor está sempre ao seu alcance, pois a verdadeira força sempre vem do seu interior.
  • Não se apegue. Descarte qualquer coisa que não for útil, bonita ou divertida.
  • Faça rir pelo menos 3 pessoas por dia.
  • Não gaste seu precioso tempo em fofocas, rancor, pensamentos negativos ou coisas que estão fora do seu controle. Melhor investir energia nas coisa boas e positivas que você pode construir agora.
  • A vida é muito curta para você desperdiçar o tempo odiando alguém.
  • Você não precisa ganhar cada discussão. Aceite a perda e aprenda com o outro.
  • Não compare sua vida com a dos outros. Cada pessoa tem o que conseguiu construir com o seu próprio esforço.
  • Lembre-se: você não é responsável pelas escolhas alheias – nem das boas, nem das ruins. Cuide das suas escolhas!
  • Somente dê conselhos a quem lhe pedir. Seja humilde e certifique-se, por experiência própria, da eficácia da resposta que irá ofertar.
  • As críticas injustificadas, que lhe dirigem, não merecem tanta atenção. Deixe de magoar-se com o que os outros pensam a seu respeito. Aproveite e mude se algo realmente estiver errado. E não se identifique dos comentários com finalidade maliciosa.
  • Cuide para que os afazeres diários não lhe distancie dos amigos. Mantenha relações fraternas com as pessoas do seu convívio familiar e social. Elas, com certeza, estarão ao seu lado sempre que precisar.
  • A inveja é perda de tempo. Tudo o que você precisa já existe de forma manifesta ou potencialmente (forma arquetípica, imanifesta), no eterno agora. O ser de tudo e em todos é a fonte de todo e qualquer suprimento (físico, psicológico, espiritual).
  • Ame sempre – com toda a pujança – ao ser de tudo e de todos. Não se identifique com as expressões negativas do ego alheio.  Vá além, de encontro a essência sábia e amorosa que habita o coração de todos os seres humanos. Assim, nunca haverá motivos para decepções.
  • Procure sempre seus parentes e amigos queridos. Diga: Oi, estou com saudades de vocês! Não deixe passar a oportunidade de abraçar a quem você ama.
  • Faça a vida valer a pena! Desfrute cada momento com harmonia e com a autêntica alegria que brota naturalmente em seu coração.
Texto enviado por Wilson Paron (autor desconhecido) e adequado por Amir El Aouar

O destemor da morte

“NÃO ESTOU MORRENDO…

ESTOU ME UNINDO À IMENSIDÃO…”

Frase do personagem Ibrahim (interpretado por Omar Sharif), no leito de morte, do filme ‘Uma Amizade sem Fronteiras’.

O poderoso eletromagnetismo do coração

 O coração é o primeiro órgão formado no útero. Recentemente, neurofisiologistas ficaram surpresos ao descobrirem que o coração é mais um órgão de inteligência, do que (meramente) a estação principal de bombeamento do corpo. Mais da metade do Coração é na verdade composto de neurônios da mesma natureza daqueles que compõem o sistema cerebral. Joseph Chilton Pearce – autor de A biologia da Transcendência, chama a isto de ”o maior aparato biológico e a sede da nossa maior inteligência.”

 

O coração também é a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético. Cada célula do coração é única e na qual não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula. Um EEG que mede as ondas cerebrais mostra que os sinais eletromagnéticos do coração são muito mais fortes do que as ondas cerebrais, de que uma leitura do espectro de frequência do coração podem ser tomadas a partir de três metros de distância do corpo … sem colocar eletrodos sobre ele!

A frequência eletromagnética do coração produz arcos para fora do coração e volta na forma de um campo saliente e arredondado, como anéis de energia. O eixo desse anel do coração se estende desde o assoalho pélvico para o topo do crânio, e todo o campo é holográfico, o que significa que as informações sobre ele podem ser lidas a partir de cada ponto deste campo.

O anel eletromagnético do coração não é a única fonte que emite este tipo de vibração. Cada átomo emite energia nesta mesma frequência. A Terra está também no centro de um anel, assim é o sistema solar e até mesmo nossa galáxia … e todos são holográficas. Os cientistas acreditam que há uma boa possibilidade de que haja apenas um anel universal abrangendo um número infinito e interagindo dentro do mesmo espectro. Como os campos eletromagnéticos são anéis holográficos, é mais do que provável que a soma total do nosso Universo esteja presente dentro do espectro de frequência de um único anel.

Isto significa que cada um de nós está ligado a todo o Universo e como tal, podemos acessar todas as informações dentro dele a qualquer momento. Quando ficamos quietos para acessar o que temos em nossos corações, nós estamos literalmente conectados à fonte ilimitada de Sabedoria do Universo, de uma forma que percebemos como “milagres” entrando em nossas vidas.

Quando desconectamos e nos desligamos da sabedoria inata de amor do coração, baseado nos pensamentos, o intelecto refletido no ego assume o controle e opera independentemente do Coração, e nós voltamos para uma mentalidade de sobrevivência baseada no medo, ganância, poder, controle. Desta forma, passamos a acreditar que estamos separados, a nossa percepção de vida muda para uma limitação e escassez, e temos que lutar para sobreviver. Este órgão incrível, que muitas vezes ignoramos, negligenciamos e construímos muros ao redor, é onde podemos encontrar a nossa força, nossa fé, nossa coragem e nossa compaixão, permitindo que a nossa maior inteligência emocional guie nossas vidas.

Devemos agora mudar as engrenagens para fora do estado baseado no medo mental que temos sido ensinados a acreditar, e nos movermos para viver centrados no coração. Para que esta transformação ocorra, é preciso aprender a meditar, “entrar em seu coração” e acessar a sabedoria interior do Universo. É a única maneira, é o caminho. A medida que cada um de nós começa esta revolução tranquila de viver do coração, vamos começar a ver os reflexos em nossas vidas e em nosso mundo. Esta é a forma como cada um de nós vai criar uma mudança no mundo, criar paz, criar harmonia e equilíbrio, e desta forma, vamos todos criar o paradigma do novo Mundo do céu na terra.

Rebecca Cereja

Joseph Chilton Pearce é o autor de vários outros livros, incluindo Crack In The Cosmic Egg, The Magical Child, e Evolution’s End. (O fim da Evolução). Por mais de trinta anos, ele tem realizado conferências e ministrado aulas internacionalmente sobre o desenvolvimento humano. Mais recentemente ele completou A Biologia do Transcendence, e co-autor de um livro e vídeo série sobre Nutrir com Michael Mendizza.

Sobre o verdadeiro amor e muito mais…

Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade
de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética.

Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?



A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma
evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são
exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental
à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma,
adoecemos.

Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?



70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da
consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não
processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de
amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das
enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins,
as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode
converter-se em pânico.


Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?



De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus
limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e
superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.


Como é que a raiva nos afeta?

A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à
autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o
que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade,
agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o
fígado, a digestão, o sistema imunológico.

Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?



A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência,
do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a
nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A
alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos
tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?



Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite
processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em
contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as
para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?



A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te
deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te
ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares
o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto
positivo. Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte
de nós mesmos?



Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e
já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para
que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito
difícil. Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é
ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou
deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor
que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?



Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde.
E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a
enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?



Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também
adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma
vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu.
Devemos explicar isso para aqueles que creem que adoecer é fracassar.
O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o
aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua
vida. Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um
sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma
sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando
buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando busca mos nos
acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos,
quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a
solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse
vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não
pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.


Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?



Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais
calorias, ou buscando um príncipe fora. Só passa a angústia quando
entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo
mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos
o que somos, de modo que ficamos no “deveria ser”, e não somos nem uma
coisa nem outra. O stress é outro dos males de nossa época. O stress
vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor,
quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só
podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja,
quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de
ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém,
um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e
desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para
emergir a um novo nível de consciência.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?



A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20
minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte
para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior.
Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20
minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se
dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da
manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa
pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?



É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui para
sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer,
é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos
ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando
confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível
que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando
temos um sentido que vai mais além da vida quotidiana, quando não
adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos
em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?



Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do
futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou alguém
fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com
a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos
do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?



Temos três ilusões enormes que nos confundem:

Primeiro: cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o
instrumento da vida e se acaba com a morte.

Segundo: cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais
prazer não há mais felicidade, senão mais dependência. Prazer e
felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não
a vida ao prazer. Terceiro: ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no
mundo.

E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por
acaso?



O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força
renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está
vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre
pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há
transferência, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te
ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se
restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos
com a fraqueza, porém o amor não é fraco.

Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama.
Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor,
porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que
habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da
cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma
muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para
libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência
fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às
vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é
Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente
em dois minutos e já te queima o dedo. Há amores que são assim, pura
chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do
verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor 
impessoal, que produz luz e calor.

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?



Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa
dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és.
Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o
direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero
contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais
encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas,
vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso
é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como
a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho,
porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro.
Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a
vida é uma corrente permanente de transformações.

Prof. Dr. Maurício Paes Landim


Professor Adjunto de Cardiologia UFPI/UESPI

Mestre em Medicina

Doutor em Cardiologia

Palavra Noite

Em muitos idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra N + o número 8 na respectiva língua.

A letra N é o símbolo matemático de infinito e o 8 deitado também simboliza infinito, ou seja, noite significa, em todas as línguas, a união do infinito:

Português: noite = n + oito

Inglês: night = n + eight

Alemão: nacht = n + acht

Espanhol: noche = n + ocho

Francês: nuit = n + huit

Italiano: notte = n + otto

Texto enviado por Carlos Irmão – São Paulo-SP

Metade da alma x alma inteira

'Anima/Animus', por Mary Jane Ansell

Se sou amado, quanto mais amado mais correspondo ao amor. Se sou esquecido, devo esquecer também. Pois amor é feito espelho: tem que ter reflexo. (Pablo Neruda)

Como terapeuta, encontro muitas pessoas mergulhadas num sofrimento ‘inútil’ gerado pela rejeição amorosa. Este é um tipo recorrente de ‘complexo de infelicidade’. É por isso que, na frase acima, Pablo Neruda chama a nossa atenção para a necessidade da reciprocidade que equilibra uma relação.

Antes de sonharmos em ‘encontrar um amor’, precisamos aprender a nos amar. É isso que nos torna aptos a trocar com tudo e com todos sem nenhum apego e, consequentemente, sem gerar nenhum sofrimento. O sofrimento amoroso é uma espécie de egolatria alimentada pela autocomiseração.

Os problemas aparecem quando buscamos ‘a outra metade da alma’ fora, quando deveríamos buscar dentro de nós mesmos. Não percebemos que a metade interna (o masculino dentro da mulher / o feminino dentro do homem) é ciumenta, ou seja, requer atenção.

Uma pessoa que se descuida da outra metade da sua própria alma (animus, anima) é fracionada, ou seja, não está inteira. É justamente essa falta de inteireza que atraí relacionamentos complicados. A metade interna ciumenta (complicada, mal trabalhada) só pode atrair o semelhante.

Por isso é tão importante, antes de tudo, realizar o casamento interno. É isso que nos torna almas inteiras. Quando olhamos para dentro de nós, amando e cuidando da nossa metade interna (animus / anima), curamos as feridas do passado e nos tornamos, gradativamente, aptos para amarmos e sermos amados.

Uma alma inteira, seguramente, passará a atrair almas identicamente inteiras. Pessoas assim são destemidas; não se desesperam com as aparentes perdas; vivem na frequencia do amor liberdade; são exemplos vivos de felicidade. Tudo isso é fruto da presença do Ser que se revela quando estamos inteiros.

Também, precisamos lembrar que existe o Amor incondicional, pouco compreendido. Esta qualidade de Amor surge quando o Ser de um reconhece o Ser que, igualmente, vivifica o outro. É assim que Jesus amava e, consequentemente, perdoava, curava.

Amir El Aouar

www.amirelaouar.com


Desejando mudanças reais em sua vida?

Meu trabalho lança mão dos princípios da Psicologia do Quarto Caminho (Gurdjieff), que associo às práticas corporais com vista no regate Ser Natural. Acredito que o ‘vigiar’ (psicológico) deve andar de mãos dadas com o ‘orar’ (espiritual). Falo de uma espiritualidade natural, que tem como mestra a Mãe Natureza (como disse Jesus: ‘olhai os lírios do campo, os pássaros…’).

Como praticante da Biodanza descobri que a ousadia do ‘olhar (amoroso) que transgride’ (palavras de Rolando Toro) nos permite a conexão com a Vida, que passa a ser experimentada, saboreada pelos sentidos. Enfim, todo o meu trabalho se concentra no despertar dos potenciais naturais latentes, que se desvelam quando escapamos dos domínios do Ser Imaginário (o homem-ego, autômato, que sustenta a ‘Matrix’). Devemos nos redescobrir como seres da Natureza, equilibrar Ecologia Humana (vide Tríade Ecológica) para, assim, estabelecer infinitas e prazerosas conexões com a Vida que nos certa.

Tenho realizado inúmeras palestras, cursos e vivências para o auto-conhecimento e transformação pessoal. Estou a disposição daqueles que queiram realizar mudanças reais em suas vidas!

Amir El Aouar

Terapeuta e Facilitador

Um único caminho

Coexistência

Fico feliz quando vejo as pessoas envoltas na egrégora do maravilhoso Mestre Jesus.

Também, fico feliz por todos aqueles que se ligam a alguma religião – todas elas e seus Precursores – Seres de Muita Sabedoria e Amor – respeitados.

Em meu trabalho como terapeuta recomendo a alguns dos meus ‘pacientes’ que redescubram a espiritualidade, não importando o Caminho.

Já encaminhei algumas pessoas para as escolas evangélicas e as vejo prosperar em todos os sentidos. Apenas discordo, como  enfatizam essas igrejas, do fato do Cristianismo ser o único caminho. Acredito que só existe um Caminho, através do qual os Mestres de diferentes culturas se apresentam com Setas, como Luminares.

Uma querida Amiga, de uma respeitada Igreja, pediu-me para nunca deixar de orar. Concordo com ela e tento fazer da forma mais simples, buscando a conexão, a sintonia com o Ser Natural. Realizo que posso encontrar a Paz, o Amor e a Sabedoria recolhendo-me no altar do meu coração – morada do Ser Natural. Sigo a risca o que Jesus propôs, buscando o ajustamento (de justiça) ao Reino dos Céus, cujo Caminho se inicia no coração.

Quando estou na conexão com o Cristo ‘interno’ percebo que nunca existiu ou existirão vários caminhos, mas apenas formas diferentes de trilhar o Caminho do Ser. Também, como muitos crentes, sinto-me feliz e realizado, trilhando este caminhando rumo à Casa do Pai.

Amir El Aouar

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